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Campanhas atuam para conquistar o apoio desta parcela da população na reta final do pleito
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Candidatos a presidente: Lula, Flávio, Caiado, Renan Santos, Cury e Zema — Foto: Montagem de fotos
Em meio a uma disputa voto a voto neste segundo turno, pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostrou como os eleitores que se abstiveram na primeira etapa do pleito ou votaram em candidatos de terceira via pretedem se posicionar neste domingo. As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalham para angariar o apoio desta parcela da população.
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O levantamento contratado pelo GLOBO e TV Globo apontou cenário de empate técnico, na margem de erro de dois pontos para mais ou menos, com Flávio numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, ante 44% de Lula. Outros 9% dizem que vão votar em branco, anular ou não irão votar, enquanto 1% está indeciso.
A distância, de dois pontos percentuais, é praticamente a mesma registrada no primeiro turno, em 4 de outubro, quando as urnas mostraram o senador fluminense com 47% dos votos válidos, contra 45% do petista. Os dados mostram, porém, que não há uma transferência automática dos eleitores dos candidatos da chamada terceira via a Flávio, embora o senador tenha vantagem, após o candidato do PL conseguir atrair o apoio de boa parte dos rivais, entre eles Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
O instituto divulga nesta quinta-feira uma nova rodada da pesquisa no segundo turno, que apresentará o cenário a menos de uma semana do retorno dos brasileiros às urnas.
Eleitores da 3ª via
Entre quem preferiu Cury, terceiro colocado no primeiro turno, por exemplo, 34% escolhem hoje o petista no segundo turno, e 30% migram para Flávio — outros 30% optam pelo “não voto”, ou seja, branco, nulo ou abstenção, e 6% se dizem indecisos. Entre quem votou em Caiado, um grupo maior prefere o senador (42%), mas 23% indicam a intenção de votar em Lula, e 33% preferem anular, votar em branco ou não votar no próximo dia 25.
Já entre os eleitores de Renan Santos (Missão), que se manteve neutro no segundo turno, 40% escolhem o candidato do PL, enquanto 14% declaram apoio a Lula e uma fatia maior (43%) opta pelo voto em branco e nulo ou diz que não vai votar.
O levantamento da Quaest também mostra que Lula atrai mais apoio que Flávio entre os eleitores que não compareceram no primeiro turno ou que apertaram branco e nulo nas urnas — fatia que representa pouco mais de 25% do eleitorado. Nesse segmento, o atual presidente tem 43% das intenções de voto, ante 38% de Flávio. O grupo que se absteve é tratado como estratégico pela campanha do PT e tem sido foco de propagandas e mobilizações de apoiadores.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o resultado mostra que reduzir a abstenção em relação ao primeiro turno não é suficiente, mas é essencial para Lula.
— Dos 7% de eleitores que acabaram votando em alternativas à polarização, a maior parte está optando por Flávio no segundo turno. A exceção é o eleitorado de Cury, que se divide. Mas o que está fazendo a diferença para essa disputa tão acirrada é o eleitor que disse que se absteve ou que votou branco/nulo no primeiro turno — disse Nunes à TV Globo na semana passada.
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