A Rússia afirmou que as negociações sobre o controle de armas nucleares com os Estados Unidos já deveriam ter sido retomadas, mas as divergências sobre o conflito na Ucrânia têm impedido a restauração dos laços. Questionado sobre o apelo do presidente Donald Trump para negociações trilaterais de controle de armas, junto à China, o porta-voz do Kremlin afirmou que Pequim já deixou claro que não vai participar. Segundo o país asiático, o arsenal nuclear chinês é muito menor do que os da Rússia e dos EUA, algo que tornaria a participação desnecessária. Na verdade, o que a China faz é “proteger” a Rússia, argumenta o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News. “A China diz: ‘Olha, eu não vou negociar porque os russos são independentes, eu tenho poucos arsenais nucleares’. Na prática, o que a China está fazendo é ajudar os russos a aumentar a pressão sobre os Estados Unidos.”O especialista ainda destaca a presença de armas russas e chinesas no Ártico, cuja importância estratégica define como “enorme”. “Esse ponto é muito sensível. A China sabe disso, a China pressiona nesse sentido e tem a Rússia como um aliado, que, na verdade, é muito dependente dela. Não vamos esquecer que, com as sanções, o grande freguês do petróleo russo é a China. A China, portanto, tem muito poder sobre a Rússia e faz valer esse poder”, afirma.Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!


