Mirelle Pinheiro

A investigada tinha 6 mandados de prisão em aberto. Ela foi localizada em Santa Cruz de la Sierra

Giovanna Sfalsin
24/09/2026 11:08
Reprodução
A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) prendeu, nessa terça-feira (22/9), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha (foto em destaque). Apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) no extremo norte de Mato Grosso, ela estava foragida do sistema prisional desde agosto de 2025.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta da PCMT com a Polícia Boliviana. Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em 17 de agosto de 2025.
Após sua fuga, vídeos gravados pela criminosa mostram ela brindando com outras pessoas e consumindo bebidas alcoólicas já em outro país. Em outra gravação, ela aparece mostrando uma adega repleta de garrafas de whisky como Old Parr e Chivas.
A investigada possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026, período em que permaneceu foragida. Ela também acumula mais de 260 anos em condenações por diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
Como divulgado pela coluna, em março de 2025, Angeliquinha foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão por ordenar a execução de quatro trabalhadores da construção civil. Segundo as investigações, as vítimas haviam chegado à cidade para trabalhar em obras de pavimentação, mas foram confundidas com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival.
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Além disso, conforme as investigações, Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas na região de Alta Floresta, conhecido como “Portal da Amazônia”, incluindo ações relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo ilegal.
Operação
Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado à investigada. Segundo as investigações, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo por meio de empresas e negócios de fachada.
Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Eles são apontados como integrantes do núcleo familiar que atuava no apoio ao grupo criminoso e na movimentação de recursos de origem ilícita.
A operação cumpriu 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.
As investigações identificaram ainda a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses.


