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Avião de Willer Tomaz pode ter sido usado em fuga de Flávio Bolsonaro, segundo PF
Avião de Willer Tomaz pode ter sido usado em fuga de Flávio Bolsonaro, segundo PF · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Malu Gaspar

Avião de Willer Tomaz pode ter sido usado em fuga de Flávio Bolsonaro, segundo PF
Avião de Willer Tomaz pode ter sido usado em fuga de Flávio Bolsonaro, segundo PF · Imagem: Source: oglobo.globo.com

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Jato Cessna 560XL Citation Excel deixou hangar de advogado investigado em Brasília rumo à Argentina, onde candidato derrotado teria embarcado em outra aeronave rumo aos EUA

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Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Polícia Federal (PF) trabalha com a hipótese de que um jato pertencente ao advogado Willer Tomaz, investigado junto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, tenha sido usado na fuga do candidato derrotado para os Estados Unidos.

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O Cessna 560XL Citation Excel de prefixo PR-AAA, que pertence a uma empresa controlada por Willer, deixou Brasília às 5h05m da manhã da última terça-feira (27) e aterrissou em San Fernando, nas cercanias de Buenos Aires, na Argentina, às 8h40m no horário de Brasília, de acordo com dados do sistema de rastreamento de transponder ADS-B consultados pela equipe da coluna.

Segundo apurou a equipe do blog, a aeronave deixou um hangar pertencente à Jet Lines, empresa de Willer no Aeroporto de Brasília, poucas horas antes do prazo limite para Flávio entregar seus passaportes à PF por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na segunda-feira, após ser intimado, o senador disse que obedeceria à ordem judicial e que não tinha a intenção de deixar o Brasil.

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Ao longo de todo o dia, a PF monitorou um outro avião, o Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW que permaneceu o dia parado em Puerto Iguazú, próximo à fronteira da Argentina com o Brasil, e segundo informações iniciais teria sido preparado para a fuga. Um plano de voo desse avião para Miami chegou a ser preparado, mas em seguida foi descartado.

O uso da Argentina como escala na fuga para os EUA é a única hipótese com a qual a PF trabalha até o momento. Os investigadores não trabalham com outras alternativas que não a a nação presidida pelo aliado Javier Milei.

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Ainda na tarde de ontem, o Departamento de Estado americano confirmou à TV Globo que o governo Donald Trump concederá vistos a Flávio Bolsonaro e à família dele. Quem também está nos EUA é Willer Tomaz, que segundo a PF ingressou no país em 25 de agosto, sem registro de saída.

Na decisão em que atendeu ao pedido da Polícia Federal para apreender os passaportes de Flávio, formalizado poucos minutos após a confirmação da reeleição do presidente Lula no último domingo, Moraes concordou com o argumento de que havia evidente “risco concreto” de fuga do candidato à Presidência da República derrotado.

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A PF também destacou a “bem-sucedida” evasão de Willer para os EUA e o “expressivo poderio econômico” de Willer e Flávio. A apuração sobre os R$ 61 milhões que o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente destinou ao financiamento do filme “Dark Horse”, corre em um inquérito à parte, relatado pelo ministro do STF André Mendonça. O dinheiro foi enviado por um operador de Vorcaro a um fundo gerenciado por um advogado de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e autoexilado nos EUA desde março de 2025.

A apuração que mira Flávio e Willer por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas tem origem em outra investigação no Rio Grande do Sul sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas através de plataformas de bets.

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Os investigadores suspeitavam que Willer controlava a Rede Loto, uma operadora de bets autorizada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) desde 2023, mesmo período em que outra empresa controlada pelo advogado, a Rio Pag, venceu uma licitação hoje sob suspeita da PF para operar os pagamentos da autarquia fluminense.

Diante da quebra de sigilo de Willer, os investigadores encontraram indícios de sua relação financeira com Flávio Bolsonaro. Como o agora ex-candidato é senador pelo Rio de Janeiro, o caso foi enviado ao Supremo por prerrogativa do foro privilegiado.

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