Na avaliação do petista, o atual critério de escolha de ministros é "muito vulnerável"

27 set 2026 - 21h54

(atualizado às 22h02)

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- Por: Lavínia Kaucz e Daniel Galvão

Resumo

O presidente Lula defendeu a criação de mandatos fixos no STF e mudanças no critério de indicação de ministros, sugerindo o aval de uma comissão de notáveis antes do envio dos nomes ao Senado. Ele cobrou biografias mais sólidas para a função, rechaçou o enriquecimento no cargo e defendeu a investigação de magistrados citados no caso do Banco Master. Por fim, afirmou que a indicação de uma mulher para a Corte dependerá de necessidade e qualificação, sem garantia prévia de vaga pelo gênero.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição

Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição este ano, defendeu uma mudança no critério de escolhas de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a definição de mandato fixo para os integrantes da Corte. Ele disse estar "muito mais preocupado" após os acontecimentos recentes e afirmou que é preciso indicar pessoas "com biografia".

As declarações foram realizadas em entrevista à Band que foi ao ar na noite deste domingo, 27, no programa Canal Livre pela BandNews TV.

"É preciso discutir com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte. Eu estou preocupado agora com o critério de indicação e com o critério do mandato", afirmou Lula.

Na avaliação do petista, o atual critério de escolha de ministros é "muito vulnerável" e sugeriu uma "comissão de notáveis" para avalizar as escolhas do presidente da República antes do envio do nome ao Senado.
"Uma coisa é quando você indica, outra coisa é quando bota toga. Ele vira Deus. O presidente não tem mais nenhuma interferência", disse Lula, negando que tenha indicado pessoas de confiança para a Corte. "Eu não indico amigo. Eu não conhecia muitos que eu indiquei."
Lula também afirmou que "um ministro não pode querer ficar rico, é incompatível com a função" e defendeu a investigação de todos os ministros da Corte que foram citados no caso do Banco Master. "É verdade o que o Toffoli fez ou não? Não sei. Saiu a denúncia, tem que apurar. É verdade o que o Alexandre de Moraes fez? Tem que apurar. É verdade o que o André Mendonça fez, que o Kássio (Nunes Marques) fez, que o (Luiz) Fux fez? Todo mundo tem que se apurar, tem que ser punido por aquilo que cometeram", comentou.
Ao ser questionado se escolherá uma mulher para as próximas vagas no Supremo, Lula disse que "isso não se resolve assim". Depois, afirmou que a indicação se dá "de acordo com a necessidade e a qualidade das pessoas".
"Se tiver mulher em condição de assumir, não tenho nenhum problema de indicar mulher ao STF", disse o presidente.
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