O Ministério dos Povos Indígenas e o da Saúde monitoram os riscos do El Niño para a população indígena, principalmente a que vive nos territórios mais isolados e mais vulneráveis. São uma preocupação, no momento, os territórios da Amazônia Legal, especialmente nas regiões dos rios Tapajós, Madeira e Juruá.De forma mais generalizada, o governo também monitora as regiões do Cerrado e do Pantanal, sujeitas à estiagem e a incêndios, áreas do Nordeste vulneráveis à seca, e os territórios das regiões Sul e Sudeste pelo risco de chuvas intensas. O governo afirma, no entanto, que a priorização de regiões será atualizada conforme o andamento do fenômeno e a evolução dos dados climáticos e hidrológicos. No caso de ações concretas, o Ministério da Saúde cita o AdaptaSUS (Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas), que prevê 93 ações para serem implementadas na próxima década contra as mudanças climáticas. Quinze delas são específicas para a saúde indígena, como a estruturação dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde dos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) para disparar alertas territoriais e produzir boletins epidemiológicos. “Também estão sendo fortalecidos os planos de contingência nos territórios, com orientações para a estruturação de Comitês Distritais de Resposta a Eventos Climáticos Extremos nos 34 Dsei e indicação de pontos focais para clima e eventos extremos”, informou a Saúde. A preocupação com a região Norte é com a seca dos rios, que pode afetar a disponibilidade de água e alimento. “O Comitê de Resposta a Eventos Extremos na Saúde Indígena está mapeando áreas da Amazônia com histórico de maior impacto no acesso à água e levantando, junto aos DSEI, necessidades de materiais e insumos”, detalha a pasta. O Ministério dos Povos Indígenas informou ao R7 Planalto, por sua vez, que atua ao lado da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e outros órgãos federais, com preocupação na redução dos níveis dos rios e da navegabilidade, especialmente na Amazônia. A preocupação da pasta é com o acesso à água, segurança alimentar, saúde e mobilidade, além da integridade ambiental e territorial dessas regiões. A pasta participa da Sala de Situação coordenada pela Casa Civil da Presidência da República, que reúne órgãos federais para monitorar o fenômeno, compartilhar informações e articular a Estratégia Nacional de Enfrentamento ao El Niño. “Nesse espaço, o Ministério apresenta as especificidades dos povos e territórios indígenas”, garante. “A Funai, órgão executor da política indigenista, por meio de suas unidades centrais e de sua estrutura descentralizada, atua no planejamento e na execução de medidas de preparação e resposta, incluindo o acompanhamento territorial, a logística humanitária, o enfrentamento à insegurança alimentar, a proteção territorial e o Manejo Integrado do Fogo. Essas ações são desenvolvidas em articulação com órgãos como o Ibama/Prevfogo, a Defesa Civil e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, além de outros parceiros federais, estaduais e municipais”, explica. Entre as medidas em elaboração, estão:“No campo da segurança alimentar, também vêm sendo realizadas entregas de cestas de alimentos aos povos indígenas, por meio da atuação articulada da Funai com órgãos parceiros, a exemplo do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome. Essas ações integram a resposta às situações de insegurança alimentar e nutricional e podem ser reforçadas ou ampliadas conforme a evolução dos impactos do El Niño e as necessidades identificadas nos territórios”, conta. A pasta também contou que está elaborando uma campanha informativa voltada aos povos indígenas, com orientações sobre os riscos associados ao El Niño, medidas de prevenção e formas de acionamento institucional, além de conteúdos específicos sobre prevenção de incêndios e Manejo Integrado do Fogo.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









