Igor Gadelha

Ministros de Lula avaliam que Alexandre de Moraes e seus aliados no STF sofreram a "primeira grande derrota" no julgamento do ministro

Carolina Nogueira, Igor Gadelha

15/09/2026 19:17

Ricardo Stuckert

Integrantes do governo Lula avaliam, nos bastidores, que Alexandre de Moraes saiu “enfraquecido” da sessão do STF desta terça-feira (15/9), que tratou sobre um pedido de investigação contra o ministro no âmbito do Caso Master.

Na leitura de ministros de Lula, Moraes e seus aliados sofreram uma “primeira grande derrota” ao não alcançarem maioria para aprovar uma questão de ordem para que o caso dele fosse julgado junto ao de André Mendonça.

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Ministro do STF Alexandre de Moraes
Alejandro Zambrana/STF
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O presidente Lula (PT)
Ricardo Stuckert
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Presidente do STF Edson Fachin
Alejandro Zambrana/STF
O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, aliado de Moraes. O pedido de vista foi feito ainda durante a análise da questão de ordem, apresentada pelo ministro Gilmar Mendes.
Atual decano do Supremo, Gilmar propôs reunir os processos que envolvem Moraes e a conduta de André Mendonça, o que adiaria o julgamento para 23 de setembro, data marcada para analisar o caso de Mendonça.
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A sessão terminou com um placar parcial de 4 a 3 para que a questão de ordem seja rejeitada. Ao pedir vista do processo, Dino retirou seu voto que empatava esse placar.
O resultado dá uma sinalização ruim para Moraes de que ele também não terá maioria no plenário para evitar o pedido de investigação. Sobretudo diante da expectativa de que Moraes não poderá votar na análise do mérito.
“O Flávio Dino foi o pizzaiolo do dia, mas a massa pode ter desandado”, disse um ministro de Lula à coluna, sob reserva.
Ministros de Lula elogiam Fachin
Nos bastidores, ministros de Lula destacaram a atuação de Edson Fachin. Na avaliação desse grupo, a condução do presidente do STF impediu que a discussão fosse encerrada antes das manifestações de Luiz Fux e Cármen Lúcia.
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Auxiliares de Lula classificaram a postura de Fachin como “firme e sóbria”. Para eles, a condução do presidente da Corte foi “decisiva” para neutralizar o que veem como “manobras articuladas por Alexandre e seus aliados”.
“Alexandre sai muito enfraquecido da sessão de hoje e à beira de se tornar alvo de uma investigação gravíssima”, afirmou um ministro do Palácio do Planalto.


