A mulher assassinada pelo próprio companheiro em um sítio na zona rural de Funilândia, na Região Central de Minas Gerais, já era acompanhada pela Polícia Militar devido a um histórico de violência doméstica. O crime aconteceu na noite dessa segunda-feira (19). Após matar a esposa, o suspeito, identificado como João Paulo, teria tentado suspender o corpo da vítima com uma corda. Ele morreu depois de trocar tiros com policiais militares que atendiam à ocorrência.Segundo o tenente Rafael Santos, do batalhão da Polícia Militar de Sete Lagoas, a corporação já tinha conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. A mulher recebia assistência de uma equipe especializada e estava na fase final do acompanhamento.“Já faz muito tempo que a Polícia Militar tomou conhecimento que essa vítima passava por ciclos reiterados de violência doméstica”, afirmou o tenente.Ainda conforme o militar, a vítima era acompanhada pela Patrulha de Proteção à Mulher, que realiza visitas e orientações para tentar interromper situações recorrentes de violência. O suspeito também era acompanhado pela equipe. A mulher estava na terceira etapa do atendimento.De acordo com o tenente Rafael Santos, o sítio possui duas casas: uma utilizada pelo proprietário e outra onde o suspeito trabalhava como caseiro e morava com a companheira. O feminicídio aconteceu na sede da propriedade.Após matar a mulher, João Paulo teria utilizado uma corda para tentar suspender o corpo. Quando os policiais chegaram, encontraram a vítima com as pernas parcialmente elevadas.“Após tirar a vida da própria companheira, ele tentou içar o corpo da esposa dele com uma corda”, relatou o tenente.Depois do crime, o homem retornou para a residência onde morava, a poucos metros do local do assassinato.A Polícia Militar foi acionada pelo filho do proprietário do sítio, que recebeu um pedido de socorro e entrou em contato com a corporação. Segundo o tenente, o homem não estava na propriedade no momento do crime e ficou abalado ao tomar conhecimento do ocorrido.Quando os militares entraram no sítio, encontraram o suspeito armado nas proximidades da residência dele. Conforme a PM, João Paulo apontou a arma na direção dos policiais e efetuou diversos disparos.“Ele simplesmente apontou para os militares em frente ao imóvel dele e começou a efetuar diversos disparos contra os militares”, contou Rafael Santos.Os policiais revidaram, e o suspeito foi baleado e morreu no local.A perícia identificou, inicialmente, quatro perfurações no corpo do homem, sendo três na cabeça e uma na perna. Uma espingarda calibre .22 e estojos de munição foram encontrados na propriedade. A arma foi recolhida pela perícia.O aparelho celular que o suspeito possivelmente utilizou para publicar imagens da companheira morta no status de uma rede social também foi apreendido. Segundo a Polícia Militar, o homem teria enviado imagens do crime ao proprietário do sítio.O tenente informou ainda que João Paulo possuía passagens policiais anteriores, incluindo registros relacionados à violência doméstica.Uma idosa, mãe da mulher assassinada, também estava em uma das casas do sítio no momento do crime. Segundo a PM, ela apresenta condições de saúde debilitadas e não percebeu o que havia acontecido.Ao encontrarem a idosa, os militares acionaram a assistência social para garantir o acolhimento, já que não havia outro familiar disponível naquele momento.A vítima também deixa um filho adolescente, que não morava com ela.A perícia da Polícia Civil esteve na propriedade para realizar os levantamentos necessários. As circunstâncias do feminicídio e do confronto policial serão investigadas.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Mulher morta pelo companheiro em MG era acompanhada pela PM por histórico de violência doméstica
Mulher morta pelo companheiro em MG era acompanhada pela PM por histórico de violência doméstica · Imagem: Source: noticias.r7.com
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